Plano Nacional de Leitura 7ºE/F Alijó 2009/10


    [Capítulo sexto] Luís Sepúlveda – O velho que lia romances de amor

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    IsaíasLetra
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    [Capítulo sexto] Luís Sepúlveda – O velho que lia romances de amor

    Mensagem  IsaíasLetra em Qua Mar 10, 2010 2:44 am

    Depois de comer os saborosos camarões, o velho limpou minuciosamente a sua placa dentária e guardou a embrulhada num lenço. Logo a seguir, desocupou a mesa, atirou com os restos de comida pela janela, abriu uma garrafa de Frontera e decidiu se por um dos romances.
    Estava rodeado pela chuva por todos os lados e o dia oferecia lhe uma intimidade inigualável.
    O romance começava bem.
    "Paul beijou a ardorosamente enquanto o gondoleiro, cúmplice das aventuras do amigo, fingia olhar noutra direcção e a gôndola, equipada com macios coxins, deslizava tranquilamente pelos canais venezianos".
    Leu a passagem várias vezes em voz alta.
    Que raios seriam as gôndolas?
    Deslizavam por canais. Devia tratar se de botes ou canoas, e, quanto àquele Paul, era óbvio que não se tratava de um tipo decente, já que beijava ardorosamente, a rapariga na presença de um amigo, e ainda para mais cúmplice.
    Gostou do começo.
    Pareceu Lhe acertado que o autor definisse os maus com clareza desde o princípio.
    Dessa maneira evitavam se complicações e simpatias imerecidas.
    E quanto a beijar, como é que ele dizia? Ardorosamente, como diabo seria isso?
    Recordou se de beijar muito poucas vezes Dolores Encarnación del Santísimo Sacramento Estupiñán Otavalo. Na melhor das hipóteses, terá havido uma dessas poucas ocasiões em que o fez assim, ardorosamente, como o Paul do romance, mas sem o saber.
    Em todo o caso, foram muito poucos beijos, porque a mulher, ou respondia com ataques de riso, ou fazia notar que podia ser pecado.
    Beijar ardorosamente. Beijar. Só agora descobria que o fizera muito poucas vezes e apenas com a mulher, porque entre os xuar o beijo era um costume desconhecido.
    Entre homens e mulheres existiam as carícias por todo o corpo, e não lhes importava se havia outras pessoas presentes.
    Nem no momento do amor se beijavam. As mulheres preferiam sentar se em cima do homem argumentando que nessa posição sentiam mais o amor, e portanto os anents que acompanhavam o acto saíam muito mais sentidos.
    Não. Os xuar não se beijavam.
    Recordou se também de que, em certa ocasião, vira um garimpeiro acasalando com uma jíbara, uma pobre mulher que deambulava por entre os colonos e os aventureiros implorando uma golada de aguardente. Quem tivesse vontade puxava a de parte e possuía a. A pobre mulher, embrutecida pelo álcool, não tinha consciência do que estavam a fazer com ela. Dessa vez, o aventureiro montou a na areia e procurou lhe a boca com a sua.
    A mulher reagiu como uma besta. Tirou o homem de cima dela, arremessou lhe um punhado de areia para os olhos e desatou a vomitar com um nojo indissimulável.
    Se beijar ardorosamente era isso, então o Paul do romance não passava de um porco.
    Ao chegar a hora da sesta tinha lido e reflectido umas quatro páginas, e estava incomodado com a sua incapacidade de imaginar Veneza com as características atribuídas a outras cidades também descobertas nos romances.
    Ao que parecia, em Veneza as ruas estavam inundadas e, por isso, as pessoas precisavam de se transportar em gôndolas.
    As gôndolas. A palavra gôndola conseguiu acabar por seduzi lo, e pensou em chamar assim à sua canoa. A Gôndola do
    Nangaritza.
    No meio de tais pensamentos foi envolvido pela modorra das duas da tarde e estendeu se na rede, sorrindo velhacamente ao imaginar pessoas que abriam as portas das suas casas e caíam a um rio mal davam o primeiro passo.
    Pela tarde, depois de uma nova barrigada de camarões, dispôs se a continuar a leitura, e preparava se para o fazer quando uma gritaria o distraiu, obrigando o a deitar a cabeça de fora debaixo de chuva.
    Pelo atalho corria uma mula tresloucada, entre zurros estremecedores, e atirando coices a quem tentasse detê la.
    Picado pela curiosidade, pôs uma capa de plástico em cima dos ombros e saiu para ver o que estava a acontecer.
    Depois de um grande esforço, os homens conseguiram rodear o esquivo animal e, evitando lhe as patadas, foram apertando o cerco. Alguns iam ao chão, donde se levantavam cobertos de lama, até que por fim conseguiram agarrar o animal pelas rédeas e imobilizá lo.
    A mula ostentava feridas profundas nos flancos e sangrava copiosamente de um rasgão que começava na cabeça e acabava no peito de pelagem rala.
    O administrador, desta vez sem guarda chuva, ordenou que a deitassem ao chão e despachou lhe o tiro de misericórdia. O animal recebeu o impacto, atirou um par de coices para o ar e ficou se quieto.
    - É a mula do Alkaseltzer Miranda disse alguém.
    Os outros confirmaram. Miranda era um colono estabelecido a uns sete quilómetros de El Idilio. Já não cultivava as suas terras arrebatadas pela mata e dirigia uma miserável cantina de venda de aguardente, tabaco, sal e alkaseltzer daí lhe vinha a alcunha , onde se abasteciam os pesquisadores de oiro quando não queriam vir até ao povoado.
    A mula chegou selada, o que indicava que o cavaleiro devia estar em qualquer parte.
    O administrador decidiu preparar se para sair no dia seguinte, cedo, para ir à cantina de Miranda, e encarregou dois homens de se ocuparem do animal.
    Os machetes actuaram certeiros debaixo da chuva. Entravam nas carnes famélicas, saíam ensanguentados e, ao preparar se para descer de novo, para vencer a resistência de algum osso, estavam impecavelmente lavados pela chuva.
    A carne em pedaços foi levada para o portão da administração e o gordo repartiu a pelos presentes.
    - Tu que parte queres, velho?
    Antonio José Bolívar respondeu que apenas um bocado de fígado, compreendendo que a gentileza do gordo o inscrevia na expedição.
    Com o pedaço de fígado quente na mão regressou à choça, seguido pelos homens que carregavam a cabeça e outras partes indesejadas do animal para as atirar ao rio. Já escurecia, e no meio do ruído da chuva ouvia se o ladrar dos cães que disputavam entre si as tripas enlameadas da nova vítima.
    Enquanto fritava o fígado atirando lhe uns raminhos de alecrim, amaldiçoou o incidente que o arrancava à sua tranquilidade. Já não poderia concentrar se na leitura, obrigado que estava a pensar no administrador como cabeça da expedição do dia seguinte.
    Todos sabiam que o administrador lhe tinha aversão, e, evidentemente, o conflito aumentara depois do incidente com os xuar e o gringo morto.
    O gordo podia causar lhe problemas, e tinha Lho feito saber antecipadamente.
    De mau humor, pôs a dentadura postiça e mastigou os secos pedaços de fígado. Muitas vezes ouvira dizer que com os anos chega a sabedoria, e ele esperara, confiado em que tal sabedoria lhe oferecesse o que mais desejava: ser capaz de conduzir o rumo das recordações e não cair nos laços que estas frequentemente armavam.
    Mas, mais uma vez, caiu na armadilha e deixou de sentir o ruído monótono do aguaceiro.
    Tinham se passado vários anos desde a manhã em que arribou ao cais de El Idilio uma embarcação nunca antes vista. Uma lancha a motor de fundo chato, que permitia que umas oito pessoas viajassem comodamente, sentadas duas a duas e não com o entorpecimento da fila indiana das viagens de canoa.
    Na insólita embarcação chegaram quatro norte americanos equipados com máquinas fotográficas, víveres e artefactos de uso desconhecido. Permaneceram vários dias adulando o administrador e atulhando o de uísque, até que o gordo, muito ufano, se abeirou com eles da sua choça, indicando o como o melhor conhecedor da Amazónia.
    O gordo fedia a álcool e não parava de lhe chamar seu amigo e colaborador, enquanto os gringos os fotografavam, e não só a eles, mas a tudo o que se pusesse à frente das câmaras.
    Sem pedir autorização entraram na choça, e um deles, depois de rir que se fartou, insistiu em comprar o retrato que o mostrava junto de Dolores Encarnación del Santísimo Sacramento
    Estupiñán Otavalo. O gringo atreveu se a tirar o retrato da parede e meteu o na mochila, deixando lhe em troca um punhado de notas em cima da mesa.
    Custou lhe a dominar a irritação e a articular palavra.
    - Diga a esse filho da puta que, se não deixar o retrato onde estava, lhe meto dentro os dois cartuchos da espingarda e lhe faço ir os tomates pelo ar. E saiba que a tenho sempre carregada.
    Os intrusos entendiam castelhano, e não precisaram que o gordo lhes contasse em pormenor as intenções do velho.
    Amistoso, pediu lhes compreensão, argumentou que as recordações eram sagradas nestas terras, que não levassem a mal, que os Equatorianos, e especialmente ele, apreciavam muito os Norte Americanos, e que se se tratava de levarem boas lembranças, ele mesmo se encarregaria de lhas proporcionar.
    Mal teve o retrato pendurado no lugar de sempre, o velho armou os cães da espingarda e intimou os a irem se embora.
    - Velho pentelho! Estás a fazer me perder um grande negócio.
    Estamos os dois a perder um grande negócio. Ele já te devolveu o retrato. Que queres tu mais?
    - Que se vão embora. Não faço negócios com quem não sabe respeitar a casa alheia.
    O administrador quis acrescentar qualquer coisa, mas ao ver como os visitantes faziam uma careta de desprezo antes de iniciar o regresso, enfureceu se.
    - Quem se vai embora és tu, velho de merda. Eu estou na minha casa.
    - Ah, sim? Nunca perguntaste a ti mesmo a quem é que pertence o chão onde ergues a tua imunda pocilga?
    Antonio José Bolívar sentiu se verdadeiramente surpreendido com a pergunta. Tivera em tempos um papel selado que o acreditava como possuidor de dois hectares de terra, mas eram a várias léguas a montante dali.
    - Isto não é de ninguém. Não tem dono.
    O administrador riu se, triunfante.
    - Pois estás enganado. Todas as terras junto ao rio, desde a margem até cem metros para o interior, pertencem ao Estado. E, para o caso de te teres esquecido, aqui o Estado sou eu.
    Depois a gente fala. Desta que me fizeste não me esqueço, e eu não sou daqueles que perdoam.
    Sentiu desejos de premir os gatilhos e de Lhe descarregar a espingarda. Imaginou até a dupla carga de chumbo a entrar lhe pela volumosa barriga, empurrando o para trás enquanto a descarga saía levando lhe a tripalhada e parte das costas.
    O gordo, ao ver os olhos ardentes do velho, optou por se afastar rapidamente e, a trote, alcançou o grupo dos norte americanos.
    No dia seguinte a embarcação chata deixou o cais com tripulação aumentada. Aos quatro norte americanos juntaram se um colono e um jíbaro recomendados pelo administrador como conhecedores da floresta.
    Antonio José Bolívar Proaño ficou à espera da visita do gordo com a espingarda preparada.
    Mas o gordo não se aproximou da choça. Quem apareceu foi
    Onecén Salmudio, um octogenário oriundo de Vilcabamba.
    O ancião dedicava lhe simpatia pelo facto de serem ambos serranos.
    - Então que houve, patrício? cumprimentou Onecén Salmudio.
    - Nada, patrício. Que vai beber?
    - Eu sei que há qualquer coisa, patrício. A Babosa veio ter comigo também pedindo me que acompanhasse os gringos pela mata adentro. A custo consegui convencê lo de que, com os anos que tenho, não vou muito longe. Como a Babosa me bajulou...
    Repetia me a todo o instante que os gringos se sentiriam felizes comigo, considerando que também tenho nome de gringo.
    - Como é isso, patrício?
    - Claro que sim. Onecén é o nome de um santo dos gringos.
    Aparece nas moedinhas deles e escreve se separado com uma letra t. no fim. One cent.
    - Há qualquer coisa que me diz que não veio cá para me falar do seu nome, patrício.
    - Não. Venho dizer lhe que tenha cuidado. A Babosa ganhou lhe embirração. à minha frente pediu aos gringos que, quando voltassem a El Dorado, falassem com o comissário para este lhe mandar um par de guardas rurais. Está a pensar metê lo na prisão, patrício.
    - Tenho munições para todos assegurou sem convicção. E nas noites seguintes não conseguiu conciliar o sono.
    O bálsamo contra a insónia chegou lhe uma semana mais tarde ao ver aparecer a embarcação chata. Não foi propriamente uma arribagem elegante, a deles. Chocaram contra os pilares do cais e nem se preocuparam com fazer subir a carga. Vinham só três norte americanos, e logo que saltaram para terra partiram disparados em busca do administrador.
    Momentos depois foi visitado pelo gordo, em tom de paz.
    - Olha, velho, é a falar que os cristãos se entendem. O que eu te disse é verdade. A tua casa está construída em terrenos do Estado e não tens direito a continuar aqui. Mais, eu devia deter te por ocupação ilegal, mas somos amigos e, assim como uma mão lava a outra e as duas lavam o cu, temos que nos ajudar um ao outro.
    - E que quer agora de mim?
    - Em primeiro lugar, que me oiças. Vou contar te o que aconteceu. Da segunda vez que acamparam, fugiu o jíbaro com um par de garrafas de uísque. Tu sabes como são os selvagens. Só pensam em roubar. E, pronto, o colono disse lhes que não importava. Os gringos queriam internar se bem e fotografar os xuar. Não sei porque é que gostam tanto desses índios em pêlo.
    O caso foi que o colono os guiou sem problemas até às imediações da cordilheira do Iacuambi, e dizem que aí foram atacados pelos macacos. Não percebi tudo o que contaram, porque vêm histéricos e falam todos ao mesmo tempo. Dizem que os macacos mataram o colono e um deles. Não posso acreditar.
    Quando é que se viu os micos matarem pessoas? Além disso, basta uma palmada para se matar uma dúzia. Não sou capaz de entender. Cá para mim, foram os jíbaros. Que é que tu achas?
    - O senhor sabe que os xuar evitam meter se em sarilhos.
    Tenho a certeza de que não viram nem um. Se, como eles dizem, o colono os levou até à cordilheira do Iacuambi, saiba que já há tempos que os xuar saíram de lá. E saiba também que os macacos atacam. É certo que são pequenos, mas mil deles despedaçam um cavalo.
    - Não percebo. Os gringos não iam caçar. Nem sequer levavam armas.
    - Há muitas coisas que o senhor não entende, e eu tenho muitos anos de mata. Oiça. Sabe como fazem os xuar para entrar no território dos macacos? Primeiro, deixam todos os enfeites, não levam nada que lhes possa aguçar a curiosidade, e tornam foscos os machetes com casca de palmeira queimada. Ora pense.
    Os gringos, com as suas máquinas fotográficas, com os seus relógios, com as suas pulseiras de prata, com as suas fivelas e facas prateadas, foram uma provocação brilhante para a curiosidade dos macacos. Conheço as terras deles e sei como eles actuam. Posso dizer lhe que se uma pessoa se esquece de um pormenor, se leva qualquer coisa consigo, qualquer coisa que atraia a curiosidade de um mico, logo este desce das árvores para apanhar essa qualquer coisa, e, seja lá o que for, o melhor é deixar. Se, pelo contrário, uma pessoa oferece resistência, o mico desata a guinchar e em coisa de segundos cairão do céu centenas, milhares de pequenos demónios peludos e furiosos.
    O gordo escutava, enxugando o suor.
    - Acredito. Mas tu tens a culpa por te teres negado a acompanhá los, a servir lhes de guia. Contigo não lhes tinha acontecido nada. E traziam uma carta de recomendação do governador. Estou metido na embrulhada até ao pescoço e tens de me ajudar a sair dela.
    - De mim também não teriam feito caso. Os gringos sabem sempre tudo. Mas até agora ainda não me disse o que quer de mim.
    O administrador tirou da algibeira uma garrafa de uísque das que se metem no bolso de trás das calças e ofereceu Lhe uma golada. O velho aceitou só para conhecer o sabor, e logo se envergonhou daquela curiosidade de mico.
    - Querem que alguém vá recolher os restos do companheiro.
    Juro te que nos pagam um bom preço por isso, e tu és o único capaz de o conseguir.
    - Está bem. Mas eu não me meto nos seus negócios. Trago lhe o que restar do gringo e o senhor deixa me em paz.
    - É claro, velho. Como eu disse, é a falar que os cristãos se entendem.
    Não foi para ele um grande esforço chegar até ao local onde os norte americanos tinham acampado na primeira noite e, abrindo caminho a machete, chegou à cordilheira do Iacuambi, a floresta alta, rica em frutos silvestres, onde várias colónias de macacos estabeleciam o seu território. Ali, nem sequer foi preciso procurar um rasto. Os norte americanos, ao fugir, deixaram tal quantidade de objectos abandonados que lhe bastou segui los para encontrar os restos dos desgraçados.
    Primeiro encontrou o colono. Reconheceu o pela caveira desdentada, e a poucos metros do norte americano. As formigas haviam realizado o seu trabalho de modo impecável, deixando ossos limpos que pareciam de gesso. O esqueleto do norte americano recebia as últimas atenções das formigas.
    Estavam a transferir a sua cabeleira cor de palha pêlo por pêlo, como diminutas lenhadoras de árvores acobreadas, para com eles fortalecerem o cone de entrada do formigueiro.
    Movendo se lentamente, acendeu um charuto e fumou contemplando o labor dos insectos, indiferentes à sua presença.
    Quando ouviu um ruído proveniente lá do alto, não pôde evitar uma gargalhada. Um mico pequenino caiu de uma árvore arrastado pelo peso de uma máquina fotográfica que insistia em trazer consigo.
    Acabou o charuto. Com o machete ajudou as formigas raspando a caveira, e meteu os ossos num saco.
    Um só objecto do desafortunado norte americano conseguiu trazer: o cinturão de fivela prateada em forma de ferradura que os micos não conseguiram desapertar.
    Regressou a El Idilio, entregou os restos, e o administrador deixou o em paz, nessa paz de que devia cuidar, já que dela dependiam os momentos agradáveis diante do rio, de pé junto da mesa alta, lendo pausadamente os romances de amor.
    E essa paz via se de novo ameaçada pelo administrador, que o obrigaria a participar na expedição, e por umas afiadas garras ocultas algures na espessura da mata.


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